terça-feira, 9 de junho de 2009

Realidade distante



Estou melancolicamente pensando com meus botões, refletindo sobre tudo e todos. Questionando-me sobre a existência e sobre o "penso, logo existo". Calo-me, pois ao mesmo tempo em que tenho tudo para dizer, não tenho nada. Sofro em meu mundo fechado onde deixo o meu pensamento alado. Sinto que estou morrendo, definhando, desaparecendo deste mundo enigmático, onde aprendi a ser um mistério, que de tão secreto, torno me uma incógnita para mim mesmo.
Estou tão longe de mim que quando tento me encontrar, me perco. Por onde observo, estou cercado de olhares e sorrisos, de sonhos e desejos, ilusões e desesperos. A cada momento vivido, sinto que nada sou, que nada fui e nada serei...
Não sou pessimista, apenas realista. Talvez, de tanto refletir, descobri que minha realidade está distante da sua, está dividida por um oceano de falsas promessas e sonhos abandonados que se transformaram em pedras. Talvez as pedras sejam sonhos abandonados, é isso! O motivo do meu cansaço são as pedras que insisto em carregar, deixá-las-ei para trás e procurarei por algo que não conheço, estou seguindo por um corredor escuro sem noção de quando acaba o chão.


Caio Polonini
09/06/2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Batatinha frita




Batatinha frita

Fiquei o dia todo cantando aquela música e rindo feito bobo. Obviamente eu estava pensando em você e imaginando a gente cantando juntos e fazendo muita bagunça. Será que esse mundo fantasioso tem limite? Até quando e quanto a imaginação e o pensamento podem ir? Vivo pensando, sonhando, imaginando... hoje acordei meio assim, sei lá, acho que com vontade de brincar, bagunçar, cantar, pular... mas com quem? Ser gente grande é um pouco chato sabia? Há coisas boas, porém é bom soltar, de vez em quando, a criança que há em nós.
Vem, me dê a sua mão. Vamos brincar juntos, dar risadas até a barriga doer.
Vem, vamos correr, brincar de ser mocinho e índio, polícia e ladrão.
Vem, me dê a sua mão, vamos correr, brincar de pique esconde, deixar o tempo passar, esquecer das preocupações.
Vem, me dê a sua mão, vem ser meu amigo.
No fim do dia, vamos deitar na praia e contemplar o sol se despedir do céu e adentrar o mar. Vamos jogar conversa fora e esperar a lua, divina lua, chegar. Ela preenche minhas noites vazias. Somos confidentes, a lua e eu.
Vem comigo? Vem que eu te espero...

"Batatinha frita, frita com manteiga, novo sabonete Gessy, picolé de abacaxi..."

Bruno Akimoto
05/07/2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Contemplando a Lua



Escrevo, logo penso!
Óbvio isso? Não sei...
Ficar mais velho é amadurecer pensamentos, remanejar atitudes, entender melhor os sentimentos.
Isso não me torna um sábio; talvez, em um príncipe encantado...
Pessoas me ensinam a viver, a vida me ensina a amar; fragmentos, a sonhar.
Tudo tem limite, tudo tem um sim, será que consigo controlar o meu amor sem fim?
Me dê a sua mão, me dê a sua mão...

Estou a contemplar a lua, sinto-me banhado por sua luz.
Estou a contemplar a lua, sinto-me acompanhado neste frio.
Estou a contemplar a lua, sinto-me apaixonado ao amanhecer.
Estou a contemplar a lua, sinto-me angustiado por não saber...

Qual o sentido de sentir?
Eu não encontro explicações.
Qual a função da distância?
Afastar os corações...

Estou a contemplar a lua...

Bruno Akimoto
04/06/2009

sábado, 30 de maio de 2009

A revolta de Polonini




Não provoque o Polonini... hehehehe
Depois de ler coisas, ele resolveu responder:

Fragmentar-se não é para qualquer um, talvez seja um privilégio despedaçar-se e recompor-se com tanta facilidade. Mas acontece que a vida é cheia de fragmentos e precisamos deles para montar grandes coisas. Se eu não me concentrar nos pedaços em que junto, como posso neles confiar? Que faço se pequenos pedaços se tornam grandes e tomam conta de mim? O problema é que eu não sei e não posso controlar minhas emoções, portanto o que sofro são apenas consequências. Não quero me limitar a viver em um mundo fechado, preciso da imensidão do universo, para poder me expandir e desta forma multiplicar o que há de bom em mim. Para formar um conjunto, necessito sim de fragmentos, e à partir do momento que me comprometo a transformar tudo em uma coisa só, me concentrarei em cada pedaço encontrado. Sou um que foi sempre um, fragmento alado formado de outros fragmentos. Seria eu um conjunto? Obviamente que sim. Mas percebo que este ciclo nunca é completo e não tem fim, pois quando fragmentos tornam-se conjuntos, conjuntos se tornam fragmentos em busca de outros para transforma-se então. Que confusão! Talvez eu esteja em uma crise de tentar descobrir se sou fragmento, ou conjunto... melhor mudar de assunto.

Caio Polonini
28/05/2009

b-jos,
Bruno

domingo, 24 de maio de 2009

Fragmento




Estou em uma confusão de sentimentos e coisas... sei que não posso esperar nada de ninguém, mas acontece que às vezes criamos expectativas que podem ser desleais. "Tudo o que quer me dar, é demais, é pesado, não há paz, tudo o que quer de mim, ideais, expectativas desleais..."

Trecho de um texto do Polonini que tanto gosto e que surpreendemente arrancou lágrimas de um alguém que vive em mim, mesmo distante. (M.F)

"Vou sobrevivendo a cada dia na eterna esperança de me apaixonar cada vez mais, de cada vez ficar mais encantado, esperando simplesmente por esperar aquilo que não sei bem ao certo o que é."

Caio Polonini
21/05/2009

Não quero escrever muito hoje... estou fragmentado, vivendo apenas de trechos.
b-jos
Bruno Akimoto
=]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Diálogo


05:50
-Quero te beijar.

6:00
-Quando nos veremos de novo?

6:01
-Breve incerteza.

6:01
-Só pra saber... só pra ter a certeza de que você existe, de fato.

6:02
-Não existimos, somos uma fantasia. Nos veremos de fato na nossa próxima fantasia.

6:02
-Isso é bom ou ruim?

6:02
-Ótimo!

6:02
-Diria eu inspirador

06:04 (end)

22:01 (new one)
-Somos uma fantasia, que causa ilusão.

22:03
-É uma coisa abstrata...

17/05/2009
B&M

sábado, 9 de maio de 2009

Noite fria...



Alô leitores anônimos, acho que vocês não existem né? Quem perderia tempo em ler esse blog? Só eu mesmo... mas não me importo, não escrevo para ninguém, escrevo para mim. Na verdade posso dizer que "escrevemos" pois tenho parceria com o Polonini. Quem é Polonini? Ora, nem eu sei direito, mas sei que existe e vive em mim. Estou escrevendo hoje, em uma noite de sábado com uma chuvinha fraca... sem ter o que fazer e com quem conversar. Às vezes me sinto tão sozinho no meu mundo que parece que não tenho ninguém... se bem que sei que não estou sozinho pois escuto a TV na sala falando sozinha, escuto meu irmão no andar de cima fazendo barulho, escuto minha mãe na cozinha cantarolando... sou sozinho, mas ao mesmo tempo tenho todos! Dá pra entender isso? Sei lá... mas muitas vezes sinto vazio no meu coração, sempre me falta algo. E é nessa solidão que me consome, que eu sofro e derrubo lágrimas...

b-jos
Bruno
=]

Canção de Perlimplim


Amor, amor que estou ferido,
ferido de amor fugido.
Ferido...
Morto de amor.
Digam a todos que foi o rouxinol, bisturi de quatro cumes,
Garganta rasgada, esquecimento.
Segure em minha mão amor, que eu venho muito ferido...
Ferido de amor fugido,
Ferido...
Morto de amor.


b-jos
=]

domingo, 12 de abril de 2009

Angústia



Resolvi parar tudo o que estava fazendo, para simplesmente escrever... Não para alguém em específico, mas precisava disso. Acontece que não quero chatear as mesmas pessoas com meus problemas e muito menos fazê-las se preocupar comigo, mesmo que essa preocupação seja momentânea. Sabe quando você se sente fragilizado em alguns momentos de sua vida? Pois é... parece que ninguém percebe a sua existência, e que de fato não seja uma presença tão importante assim. As pessoas podem fingir sabia? Eu já tive provas concretas (ou não tão concretas) disso. Palavras muitas vezes são jogadas ao vento e perdem-se com o tempo.
Ora, não estou aqui reclamando da vida e muito menos das pessoas que tenho ao meu redor, mas os tempos mudaram e isso consequentemente me afeta. Não quero que as pessoas tenham pena ou dó de mim, muito menos que pensem que eu seja louco ou um depressivo... apenas quero ter atenção e carinho, seria pedir muito? Não considero esse "pedido" como um momento de carência, não suportaria ser "entiquetado" com esse esteriótipo.

Quando caio nas minhas profundezas pessoais, é quando não estou bem nem comigo mesmo, isso é de se preocupar pois a sensação é terrível. Ao mesmo tempo que me conformo com o que tenho e com o que sou, sinto que preciso e necessito que tudo seja diferente, eu sempre procuro perguntas que jamais encontrei respostas; essas eu guardo para aprender sozinho, ou para encontrar uma possível solução no futuro. Muitas vezes não sei transformar em palavras os meus sentimentos, são complexos demais para descrever.

Quero ser salvo de tudo isso... é o que peço.

b-jos
Bruno Akimoto, em uma noite sozinho...

sábado, 4 de abril de 2009

Foccus!



Há tempos que eu não aparecia por aqui, aliás, minha vida virtual anda meio abandonada mesmo... isso não é nada legal. Muitas coisas andam acontecendo em minha vida, mas isso não me desanima em escrever. Estou cheio de textos novos escritos por mim e o Polonini; em breve postarei aqui.
Uma das minhas últimas experiências fantásticas, foi a viagem que fiz com o Foccus, meu grupo de teatro, para Curitiba. Participamos pela primeira vez do festival de teatro que acontece por lá há 18 anos. Foi uma coisa fantástica, voltei feliz e um pouco realizado. Não digo que voltei realizado por completo pois não teria graça, quero sempre mais! E essa vontade de querer é que me faz viver...

b-jos
=]