terça-feira, 9 de junho de 2015

Essa tal felicidade


A impressão que tenho é que o tempo está passando cada vez mais rápido, e que as coisas estão cada vez mais superficiais. Os interesses não são mais os mesmos e as intensidades não passam de espasmos que são rapidamente substituídos por desinteresse. As pessoas querem muito uma coisa, lutam por isso e quando encontram ou conquistam não sabem o que fazer, descartam, procuram por sempre mais e nunca estão saciados. Que vida imperfeita é essa em que começam a achar que viver são só prazeres e felicidades? Quanto mais o tempo passa, a idéia de que a felicidade é feita de momentos se concretiza, porém se procurarmos apenas a felicidade em nossos dias, vivemos essa tal superficialidade que tanto me intriga. Os momentos passam, acabam, novos vem, claro que vem! Mas também vão, feito ondas do mar, cada uma em uma intensidade diferente. Já me afoguei tanto...
Essas lagartixas no peito não me dão paz, são causas deste contentamento descontente em que não há outra opção se não a de se contentar. É como tapara boca com um pano para se calar, e então vivemos nesta felicidade clandestina cheia de remendos e buracos irreperáveis. Está tudo tão desfigurado que começo a ter medo e olhar, porém ainda tenho uma esperança de...

Bruno Akimoto
31/05/2015

domingo, 4 de janeiro de 2015

Pequena grande lembrança


E então, os fogos cessaram. Aquela euforia amenizou. Os olhos se acalmaram, mas o coração não desacelerou. Repentinamente senti um solavanco no peito e o estômago parece ter afundado. Perguntei-me por onde andaria você. Não sei há quantos aniversários não te vejo, qual foi o último presente que trocamos? Ainda tem as mesmas manias? Continua metódico? Ainda lembra da última viagem? E do último abraço? Aposto que o sorriso ainda é o mesmo...
Não me ligou para desejar feliz ano novo, nem para beber na praia ou tomar um café. Mas mesmo assim, onde estiver, como estiver, ou com quem estiver, feliz dois mil e sempre, meu amor.

Caio Polonini
03/12/2015