domingo, 2 de agosto de 2009

Com a lua



Todas as noites eu me perco no escuro e em meus pensamentos. Me sinto vazio, incompleto e perdido em busca de algo que não posso ter. Não posso compreender essa minha necessidade de querer ser, de querer estar, de querer amar tudo o que não posso ter, de tudo que se tornou impossível, de tudo o que morreu com o tempo. Estou sentindo angustia em saber que o sonho acabou, que tudo não passou de uma mentira, uma grande mentira, uma bolha de sabão que estourou. Me sinto sem rumo, desnorteado feito uma bússola quebrada, desfragmentado feito um livro sem algumas páginas, simplesmente desfigurado de amor inacabado. Estou cansado de ser só, de não poder dividir o que tenho, pois sou um egoísta e guardo tudo pra mim, não sei dividir, não sei compartilhar. Tenho excesso de amor, tenho excesso de dor... um dia desses eu ainda descubro a forma correta de lidar com minhas dificuldades, um dia desses eu ainda aprendo a mudar e a melhorar, mas até esse dia chegar sinto que irei sofrer e na clara luz da lua, chorar por estar oco, vazio e sozinho...
Deixo meu pranto rolar, minha incerteza me aniquilar, e vou morrendo com as lembranças deixadas que ficarão pra sempre guardadas em meu coração.

Bruno Akimoto
02/08/2009

2 comentários:

Kokemoto disse...

Que me mate logo, pois a dor de morrer é mais rápida do que a dor de sofrer... (por vc)

Déa!! disse...

Quando eu falo q dores de amor ( e pra mim o amor está em simplesmente em tudo, não faço NADA sem isso) são as mais docês, é pq amor é sempre docê, mesmo qdo ele dói, pq ele vai doer e ponto. Toda dor, ainda mais em "excesso", vicia..ai vem o sofrimento...e ai eu já não sei amis aodne entra o amor, pq sofrimento vem do oposto, no meu ver.
È estranho comentar um assunto q vc não saiba... mas eu entendo cada palavra q vc diz ai, e eu aprendi a entender o significado de cada uma delas, sentir em partes cada coisa. è muito legal vc falar de "morte", pq eu acho q isso é um dos grandes aprendizados q o ser humano tem na vida: "aprender a morrer". Eu encaro isso da seguinte forma: Pra gente dar um passo, subir mais um degrau, a gente TEM q deixar coisas, sentimentos, pessoas e muitas vezes parte de n´so mesmo pra trás. Se não a gente não cresce, a gente não sobe e fica estático. E deixar pra tras sempre dói, é uma morte mesmo, dificil, a gente vai se matando um pouco por dia e tudo isso é muito necessário pra chegar naquilo daonde a gente começou: AMOR, NÒS MESMO...O fim, a morte, a estacada final só vc pode dar. Como o roteirista, o cri-a-dor da tua estória, pq ela é sua e só vc pode acabar com a "dor do sofrer", mas não sem antes enfrentar a dor da morte e isso, " o de uma vez", pode doer MUITO mais.
Não existe vida sem dor...Depois posso falar mais... Só passei rpa falar isso pq já me vi muito nas suas palavras, e se tem uma coisa q eu aprendi, foi "abandonar", a discordar da dor. Dor é sempre docê, as de amor então, mais ainda. O importante é a cena, o contexto dela inteira, mas o espetáculo, sempre continua...
No fundo tudo isso é bme clichê, mas eu aprendi grandes verdades neles...