domingo, 11 de abril de 2010

Sua ausência é meu caos



Vai ser sempre assim, sua ausência vai doer constantemente em mim, e vai me restar apenas chorar um pouquinho a cada dia para tirar o peso da saudade. Mesmo no escuro eu posso sentir o seu olhar a me observar, e toda vez que sinto isso me iludo com a alegria de poder te abraçar. Coloco uma música para tentar me distrair, não conheço a cantora do rádio, mas vou viajando nas melodias, me identificando com a letra. Você está em todo lugar, em todos os cômodos da casa, em todos os móveis, e eu posso ver seu sorriso em minha mente enquanto você prepara nosso jantar. É uma sensação estranha essa de possuir tudo e não ter nada. Os outros não compreendem essa minha loucura que é te amar a todo instante. Não posso ter seu beijo neste momento, mas tenho seu olhar. Vem pra mim,vem sim, que é para me fazer feliz.
Meu bem, tua ausência me causou um caos, e agora meu coração ficou desatinado com este vazio, mas está voltando a pulsar ao saber que você está prestes a chegar.

Caio Polonini
11/04/2010

sábado, 10 de abril de 2010

Em meio de cores



Hoje vi aquele rosto que há tempos atrás costumava ser angelical. Pude ver o brilho dos olhos que por muito tempo permaneceram escondidos de mim. Da boca não ouvi uma palavra, estava seca e contraída. A expressão facial era de assombro quando encontrou meu olhar, os olhos se arregalaram e rapidamente procurou uma imagem qualquer para botar a culpa na distração e fingir não ter notado minha presença. Não hesitei em direcionar a palavra.Fiquei pensando. Que cor tem a vida? Qual é a face dela? Às vezes precisamos testar todos os lápis de cor de uma caixa para encontrar a que mais nos agrada. Muitas vezes temos que sair pelas ruas observando diversos rostos para saber qual mais chama nossa atenção.
Aquele rosto angelical fugiu de mim, arranjou uma forma de se tornar invisível aos meus olhos novamente. O mundo vai continuar dando voltas e hora ou outra te encontro de novo, não adianta fugir feito coelho assustado. O seu medo é cômico para mim, sôa feito risada de platéia.
Qual a cor dos meus olhos? Você pode ver a verdade escondida neles?

Caio Polonini
10/04/2010

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Nosso caminho

Toda vez que te olho, meu coração transborda em paixão, em amor... é algo tão vivo e pulsante que chega a doer o peito. O maior problema é que este segredo não pode ser revelado, tem que ser mantido enclausurado na torre mais alta, em silêncio absoluto.
Guardo-te em uma caixinha de cristal, e a todo instante eu a abro apenas para te admirar, sou capaz de gastar horas assim. Sua presença é essencial para mim, apenas o “estar” é suficiente para que meu corpo se aqueça e se engrandeça. Minhas lágrimas escorrem de saudade, e a vontade de gritar é imensa, o vazio é excrucidante. Eu não sobrevivo sem suas mãos, eu não aprendi a me acostumar olhar para os lados e não encontrar seu olhar. Meu amor, você é minha vida, sem você nada sou. Não quero que isso seja um lamento, ou algo dramático demais, apenas estou ditando as palavras desesperadas que habitam o meu coração. A cada instante que passo sem você, morro um pouco, mas a cada encontro, meu amor, sou a pessoa mais feliz deste mundo! Me dê a sua mão e vamos juntos trilhar o caminho que o destino nos reservou. O amor não morreu, por sinal ainda vive, com a mesma força que nasceu.

Caio Polonini
04/04/2010

Revelações



Vou te dizer que dominar um sentimento não é fácil, e que já sofri por amor, me isolei do mundo por uma paixão e já chorei por uma decepção. Vou ser sincero ao dizer que ao seu lado sou feliz, que sua ausência me dói no peito, e que a saudade me domina causando dor. Vou confessar que não imagino minha vida sem você, que todos os meus planos estão ao seu redor, e meus pensamentos te perseguem constantemente. Vou revelar que meus sentimentos são sinceros e que às vezes sou egoísta em pensar que eles são maiores do que os seus. Vou desabafar ao contar que estou triste por não estar ao seu lado, e que o seu calor é essencial e imprenscindível para meu coração pulsar. Sinto-me feito um pássaro na gaiola buscando em todos os cantos uma fresta para encontrar a liberdade e voar em sua direção, te envolver em minhas asas e eternizar este momento. Vou te contar um segredo, gostaria que você me visse e assistisse minha vida sem eu saber, pois somente a sua presença me transformaria e me daria vida e alegria. Vou escrever-te contando meus sonhos, expor minha saudade, deitar em minha cama e chorar, buscando você por toda eternidade.

Bruno Akimoto
03/04/2010

Fechem as cortinas!



Estou analisando meu passado, observando tudo o que se passou, pensando em todos que convivi, em todas as lágrimas que derramei, em todos os sorrisos que distribuí, em todos que amei. Estou confuso e com medo, vivendo escondido de todos, não tenho coragem de expor minha face, não consigo sair de trás da cortina e entrar em cena. Seria todo o ensaio em vão?
As lágrimas tomam conta de mim e eu não consigo sair do lugar. Todos esperam na platéia, e o artista principal, o palhaço fundamental, o ator fenomenal fracassou. Desfaleceu no camarim, está cansado, estressado, desgostoso. Caiu, não levanta, está desmotivado.
Amor da minha vida perdoe pelo meu fracasso, mas nunca fui forte o suficiente para a vida. Deixo minhas últimas palavras de amor e os mais sinceros e profundos sentimentos, mas chegou a hora de admitir o fim. Fechem as cortinas, o espetáculo não tem salvação, o artista permanece no chão do camarim.

Caio Polonini
03/04/2010

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Um anjo especial




Esse poeminha abaixo acabou de nascer. Foi fruto de uma ajudinha pra minha irmãzinha em uma lição da escola, cujo tema da poesia deveria ser: Mulher. Cíntia e eu ajudamos a pequena Gabi.

Após uma breve ausência, volto aqui com essas singelas palavras.

b-jos


Deus criou um anjo especial,
um anjo denominado mulher.
Aquela que embeleza o dia,
tem sempre um sorriso no rosto.

Mulher...
Dá a luz ao recém chegado, carrega nos ombros o trabalho dobrado
e nada, nada mesmo supera o seu brilho incondicional que se expande pelas flores,
atravessa rios e cachoeiras, escorrendo pelas colinas tranformando-se no mais puro amor
de fontes derradeiras que encantam a natureza.

Mulher guerreira,
Mulher mãe,
Mulher maravilha,
Mulher menina,
Nada define com palavras essa graça divina.

Aino Minako e Caio Polonini
01/04/2010

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Insanidade



Amor derramado, escorrido pelas escadas de caracol, chegando ao térreo sem pudores ou medos de se expor. Amor aos pedaços, que se perderam pelos cantos e que foram esquecidos, ignorados, ou simplesmente abandonados. Amor bandido, sofrido, calado, contido. Amor bonito, fingido, e mesmo com dor, não deixa de ser amor.
Tenho medo de perder, medo do desconhecido, de estar sozinho nesta loucura, pois os loucos são sozinhos, e eu mesmo sem ainda ter enlouquecido já me vejo só nesta insanidade singular. O tempo passa e nada é como antes, pois perde-se sorrisos, gestos singelos, olhares, sutilezas e muitas belezas. Estou cansado de apenas guardar coisinhas que restaram de mim, preciso de algo completo para me sentir inteiramente livre, e sentir esta liberdade bater em minha face feito brisa matutina. Estou preso, trancado e predestinado a morrer da forma mais cruel, triste e trágica, pois meu peito sofre, sente e morre a cada instante neste vago mundo de palavras aladas que se misturam transformando-se na mais surreal obra em que estou limitado a me limitar. Não sou capaz de avançar o sinal, não posso me movimentar e aqui, de onde estou vejo o amor escorrido pelas escadas de meu coração. E peço-te que não deixe que me matem, ceie meu corpo! E assim tu concordarás e dirás: Não deixarei que te matem, cearei teu corpo.

Caio Polonini
05/02/2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

O conto internacional



Ontem ele pediu “Burguer King” para entregar em sua casa, e perguntou brincando qual seria o meu pedido. Quando chegou ele perguntou o que eu queria comer primeiro: a batata frita ou o hambúrguer? Eu disse que queria as batatas, aí ele abriu “web cam” e colocou as batatas e escreveu: "diga aaaaaaaaa" e depois: "diga mmmmmm".
Repentinamente ele parou, disse que estava se sentindo triste e que queria muito que eu estivesse lá com ele, e que aquele hambúrguer era meu... Ficou meio choroso dizendo que não conseguia comer. Senti um aperto no peito tão grande em vê-lo sentado na beira da cama, segurando um punhado de batatas (que supostamente eu comi) dizendo que não conseguia comer de tristeza. Eu disse que não queria ver ele assim, e insisti para que comesse, foi então que comeu as batatas. Na hora de ir embora eu fui me despedir e ele escreveu: "Espera! Você não vai comer seu hambúrguer?" (...).
Quando cheguei em casa perguntei se ele havia comido tudo, disse que comeu e que tinha deixado metade do hambúrguer pra mim. Juro, eu não sei porque, mas isso me deixou tão tocado. Senti muita pena dele, pois deve se sentir muito sozinho.
Sei que pode parecer MUITO ridículo isso tudo o que escrevi, mas... Sei lá, eu sou uma pessoa muito sensível, me apego muito fácil a pessoas e situações, enfim, por tudo. Eu não sei ser duro, tomar uma decisão forte e permanecer firme naquilo.
Ainda fui mais além e fiz uma análise pessoal da solidão, de como uma pessoa se sente quando é sozinha, de como é ruim esperar alguém para dividir um hambúrguer e não ter. De como é ruim viver sozinho, trancado no seu mundinho e não ter com quem partilhar momentos.Resta apenas viver em uma constante busca, em uma espera sem fim. Ao mesmo tempo em que viajo em tudo isso, penso: "Alô meu bem, vamos colocar o pé no chão e ver a realidade?”.Sei que a vida não é um conto de fadas, nada é lindo e perfeito. Há riscos, perigos e coisas más nesse mundo. Gente enganando gente, assassinos, psicopatas, bandidos, estupradores e tudo o mais de ruim. Mas existem pessoas boas, corações vagando o mundo, sonhos e desejos que muitas vezes são reprimidos e guardados na gaveta por qualquer motivo que seja. A vida é feita de momentos e oportunidades, e só vive quem quer.
O tempo vai passar e eu vou ter uma opinião mais formada em relação a tudo, mas o que sei é que tenho medo da solidão, e isso é grande, assustador...
Me espere, estou distante e tenho medo de atravessar o oceano, mas não desista de mim, eu estou aqui, sem desistir, apenas esperando.

Margô Gretel
21/01/2010

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Por Bruno Akimoto



A vida, de fato, é uma pergunta sem resposta. Não procure a perfeição pois ela não existe, pelo menos nunca ouvi ninguém dizer que a conquistou. Você deve ser o que é, aceite quem quiser. Não se preocupe com as "rugas" pois são marcas do tempo, marcas da vida, assim como um coração que possui diversas marcas, mas ninguém pode ver, só quem as tem sabem de sua existência.
O nosso defeito é deixar a vida passar e junto com ela as oportunidades, tudo isso sem aproveitar, e isso depende muito de nosso momento ou estado de espírito. É triste saber que um dia nos arrependeremos de muitas coisas e consequentemente iremos sofrer... infelizmente a gente não percebe que não podemos dar "tempo" para amar depois, se um amor surge em nossas vidas, vamos vivê-lo pois o "amanhã" pode ser tarde demais e esse amor foi desperdiçado feito uma torneira deixando a água escorrer pelo ralo.

Fragmentos dos comentários de Bruno Akimoto no blog http://cellokao.blogspot.com/ em 11/07/2009

b-jos
Caio Polonini

Amor meu



A caminho do hospital, na companhia da amiga Olga Borelli, disse: “Não fique triste. Faz de conta que estamos indo a Paris”. O taxista, sem saber de nada, perguntou se poderia ir também, e ela respondeu que sim e que ele poderia até levar a namorada. A corrida até o hospital deu 20 cruzeiros, mas ela deu duzentos ao taxista.

E a cada dia que passa, sou mais apaixonado por Clarice. Feliz ano novo, e que as inspirações sejam felizes, e que o tempo crie cicatrizes, e que não morram as raízes... "não há você sem mim, e eu não existo sem você." Dedico o meu amor e minha escrita à todos que me fazem bem, não citarei nomes, pois seria injusto esquecer alguém. Só agradeço a tudo e todos que me serviram de fontes inspiratórias desde quando comecei a escrever. Dedico mais uma vez à todos que amei, amo e amarei; à todos que me despertaram sentimentos múltiplos e me deram estímulos para escrever, sejam sentimentos e experiências felizes ou tristes, entre risadas e lágrimas, liberdade e agonia. Eu nada seria sem amor, e é com amor e por amor que eu escrevo.

b-jos
Bruno Akimoto, ou Caio Polonini...